sábado, 22 de abril de 2017

A Vocação à Ciência (Max Weber)

Rene Descartes

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domingo, 9 de abril de 2017

História da Ciência


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sexta-feira, 17 de março de 2017

A Revolução Francesa (documentário)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

As evidências da Evolução (Richard Dawkins)



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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sobre o conhecimento humano



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A imortalidade da alma humana

Filósofo Carlos Nougue comenta argumentos racionais a favor da tese de que a alma humana é espiritual e imortal. 
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

História Natural da Religião – David Hume


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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Um pouco de humor...

# O humor também é um forma de reflexão. Sob uma aparência de mera diversão pode-se nele encontrar críticas e questionamentos de grande relevância e profundidade, desde que se saiba - e se queira - pensar. Nos 52 vídeos abaixo (a maioria de poucos minutos), encontramos com facilidade muitos desses elementos de sátira que faz pensar e rir simultaneamente. Eles representam toda a produção de humor relacionado a crenças religiosas, elaborada pelo grupo humorístico brasileiro "Porta dos Fundos", até o dia de hoje (21/11/2016) e nós os retiramos do canal desse grupo no Youtube. Boas risadas - e boas reflexões - a todos!

 















































































quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Pela Regulamentação da Profissão de Cientista

Exposição de Suzana Herculano-Houzel (Professora e pesquisadora de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro) no Seminário sobre a Regulamentação da Profissão de Cientista, realizado na Câmara dos Deputados, em 13 de agosto de 2013.
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A neurocientista Suzana Herculano (foto), deixou o Brasil recentemente, devido ao desgosto com o mau estado da
política científica neste país.

Bom dia a todos. Eu quero antes de mais nada agradecer ao Deputado Glauber Braga e à sua equipe por organizar este evento em prol da regulamentação da profissão Cientista, e eu cumprimento os deputados presentes e agradeço seu interesse por essa questão.
Não represento nenhuma organização, nenhuma associação, nenhum grupo. Não vim trazer uma proposta, embora eu tenha várias, e vou ficar muito feliz de mencioná-las se a ocasião se apresentar. Minha função aqui é bastante simples, e não depende da autorização de ninguém, não depende de discussão prévia, não depende de representatividade. Minha função é expor aos senhores um FATO; alertá-los para as consequências possíveis desse fato; e lhes pedir para agir pela correção do problema, com a regulamentação da profissão Cientista.
O fato é o seguinte: a maior parte da ciência no Brasil é feita por jovens que trabalham sem que seu trabalho seja reconhecido ou regulamentado como trabalho, e portanto sem direitos nem deveres trabalhistas: sem jornada regulamentada, sem férias, sem décimo terceiro, sem auxílio transporte ou insalubridade, sem qualquer proteção trabalhista, o que faz com que ser cientista no Brasil seja hoje uma péssima ideia. Já vou explicar melhor a situação.
A CONSEQUÊNCIA possível da irregularidade da situação trabalhista desses jovens cientistas é qualquer um desses jovens trabalhadores - e são dezenas de milhares deles - fazer uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho e solicitar auditoria das suas condições trabalhistas. A sra. Rosangela Rassy, auditora fiscal do Trabalho, aqui presente, pode atestar a irregularidade da situação, que já vou expor aos senhores. A pior consequência possível de uma ação trabalhista como essa seria o fechamento de laboratórios e centros de pesquisa onde trabalham irregularmente, sem qualquer reconhecimento ou direitos trabalhistas, nossos jovens cientistas, o que efetivamente paralisaria a produção científica no país. Não é uma alternativa que agrade a ninguém.
Mas tudo isso pode ser evitado se os senhores tomarem a dianteira e agirem primeiro para CORrIGIR o problema. Por isso estou aqui para fazer um PEDIDO que está em poder dos senhores: criar e regulamentar a profissão Cientista, obrigando o reconhecimento dos direitos trabalhistas de nossos jovens cientistas. Regulamentar significa, entre outras coisas, impedir que um jovem trabalhe de fato produzindo conhecimento científico sem ter vínculo empregatício e direitos e deveres trabalhistas.
Vou me apresentar, então. Meu nome é Suzana Herculano-Houzel, e sou neurocientista: pesquiso como o cérebro se forma e como ele funciona. Mas não posso dizer que esta é minha profissão, pois minha profissão - cientista - não existe no Brasil: não está na lista de profissões do Ministério do Trabalho. Como bem disse o Deputado Paulo Teixeira, para poder atuar como cientista, faço o que a grande maioria dos meus colegas fazem: sou empregada como PROFESSORA de nível superior, em meu caso na UFRJ. Eu literalmente faço ciência nas horas vagas entre preparar aulas, dar aulas, aplicar exames e corrigir provas.
Cientista é quem faz ciência: quem usa o método científico de elaboração e teste de hipóteses sobre o mundo fundadas na observação desse mundo para gerar conhecimento sobre ele. É esse conhecimento que nos ensina sobre nós mesmos, que faz nossa civilização crescer e progredir ao invés de simplesmente ver o tempo passar, que permite que a gente não morra mais de sarampo ou pólio na infância nem de pneumonia aos 30 anos, que melhora nossa qualidade de vida. Como qualquer pessoa que gera esse tipo de conhecimento, eu sou, portanto, cientista.
A maior parte da nossa ciência no Brasil, no entanto, não é feita por "cientistas"; é feita por professores universitários, como eu, e sobretudo por jovens ditos "estudantes de pós-graduação". A produção científica brasileira, como pode atestar o Sr. Guilherme Mello, representante aqui do CNPq, vem crescendo ao longo dos últimos 10 anos de mãos dadas com o número de mestres e doutores que formamos. São esses jovens o grosso da mão-de-obra trabalhadora que produz o conhecimento científico no Brasil. É o fruto do seu esforço, do seu TRABALHO, que faz a produtividade científica brasileira crescer em vários índices. Se esses jovens pararem o seu TRABALHO, a produção científica, e o crescimento científico no país, PARAM.
Mas o trabalho desses jovens não é chamado de TRABALHO; é chamado de Estudo, com a justificativa, inválida, de que eles estão "investindo" na sua formação (como se eles tivessem alternativa!), ou adquirindo formação obrigatória para só então poderem atuar como profissionais. Nossos jovens cientistas são então chamados de "estudantes de pós-graduação" - o que é um erro que outros países já não cometem mais.
O erro é não reconhecer seu trabalho como qualquer outro trabalho: esforço laboral que gera um produto, conhecimento científico. De fato, um jovem cientista recém-graduado não tem ainda competência para chefiar um laboratório ou liderar uma equipe de pesquisa. Mas o jovem engenheiro recém-graduado também não tem. A expertise necessária será adquirida com a prática da profissão - mas, ainda assim, um engenheiro recém-formado tem que ser contratado como Engenheiro, com direitos e deveres trabalhistas.
Da mesma forma, um médico recém-formado também não tem ainda competência para fazer cirurgias sozinho - mas já é um Médico, com direitos e deveres trabalhistas. Um jornalista recém-formado não pode chefiar uma editoria, mas, para atuar como jornalista, também tem que ser contratado como jornalista profissional que é.
Por que, então, o jovem cientista recém-graduado precisa passar pela humilhação de ser considerado ainda estudante, de não ter seu trabalho reconhecido como trabalho, de ter que ouvir da família e amigos "quando é que você vai cconseguir um emprego e começar a trabalhar de verdade, hein?"?
Esses jovens cientistas (que eu chamo assim porque eles produzem, de fato, ciência), recém-saídos das faculdades, em geral trabalham jornadas de pelo menos 40 horas por semana em laboratórios e centros de pesquisa. É comum levarem trabalho para casa. É comum trabalharem aos fins-de-semana, pois os animais de laboratório, culturas de bactérias e outros experimentos não respeitam sábados, domingos nem feriados.
Mas, como o seu trabalho não é chamado de trabalho - porque as universidades públicas, onde a maior parte da boa ciência é feita no país, não podem contratar trabalhadores sem ser por concurso público, a solução ofertada a esses jovens é a tábua de salvação da pós-graduação. Que também é a tabua de salvação para um chefe de laboratório como eu: a única maneira de ter esses cientistas em minha equipe é tê-los como alunos de pós-graduação. Eu e meus colegas não podemos simplesmente contratar profissionais com o perfil necessário à execução de nossos projetos de pesquisa. O resultado é um engessamento e um atraso enorme ao andamento da ciência no nosso país.
Deixem eu descrever a trajetória típica de um jovem cientista. Durante a graduação (em biologia, biomedicina, física, química ou tantas outras áreas), ele já fazia ciência, aí sim, como aprendiz, estagiário, durante a iniciação científica, ganhando uma bolsa menor que um salário mínimo.
Quando ele se forma, para trabalhar fazendo ciência como antes, ele TEM QUE se entrar para a pós-graduação. Isso significa se sujeitar a uma bolsa de mestrado de 1.500 reais mensais, fixos, pelos próximos dois anos, e sem qualquer direito trabalhista. Isso se ele tiver sorte: onde eu trabalho, temos excelentes jovens cientistas, "alunos de mestrado", trabalhando SEM BOLSA, sem qualquer forma de remuneração. Para receber a bolsa, aliás, é preciso passar por mais uma humilhação: assinar uma declaração atestando que você não tem qualquer outra fonte de renda. Ou seja: um atestado de pobreza. Enquanto isso, seus colegas recém-formados em administração, economia, engenharia, advocacia já têm empregos de verdade, ganhando salários de verdade.
Ao terminar o mestrado, esse jovem cientista (que provavelmente já engrossou, com seu trabalho, o currículo do seu orientador e o número de publicações que fazem subir a produtividade científica da sua universidade), esse jovem cientista, para continuar atuando como cientista, TEM QUE continuar sendo apenas "aluno" de pós-graduação e fazer doutorado. Isso porque, sem doutorado, ele ainda não pode se candidatar a uma vaga em concursos para professor universitário, a única possibilidade real de emprego se ele quiser atuar também como cientista. (Sim, existe a possibilidade de concurso para "técnico"; mas o técnico, em nosso país, não é um cientista, e sim alguém com habilitação específica apenas para dar apoio técnico, justamente, aos cientistas - que estão nos centros de pesquisa como estudantes).
Então. Esse jovem cientista tem que entrar para o doutorado, para continuar fazendo ciência e gerando conhecimento para o país, e, SE conseguir bolsa, mais uma vez terá que assinar um papel aceitando ganhar um valor mensal fixo e não negociável de 2.200 reais pelos próximos QUATRO anos, também sem qualquer direito trabalhista, sem férias regulamentadas, com horário de trabalho à mercê das vontades do seu orientador, sem auxílio transporte, sem seguro de saúde ou auxílio insalubridade muito menos fgts ou contar tempo para a aposentadoria, sem pagar impostos, sem contribuir para o INSS. Esse jovem completa então o doutorado, já com uns 27-28 anos de idade - e, para todos os fins práticos, ele nunca trabalhou.
A aberração continua no chamado pós-doutorado, um limbo criado para manter ativos os jovens já mais do que qualificados para serem pesquisadores independentes, mas que não têm como ser absorvidos em concursos públicos para PROFESSOR universitário. O chamado "pós-doutorando", se tiver sorte, ganha uma BOLSA de estudos no valor de 3 mil e pouco a 5 mil reais, dependendo de ele ser bolsista da Capes, CNPq, ou, com mais sorte, da Fapesp. Este jovem a essa altura já não é mais tão jovem assim: já chegou aos 30 anos, ou passou dos 30 anos - e, para todos os fins práticos, NUNCA TRABALHOU.
Se continuar tendo sorte, esse pós-doutorando conseguirá passar em um concurso público para atuar como... PROFESSOR universitário. Notem: toda a sua vida ele atuou como CIENTISTA e se preparou para ser um cientista independente. Mas, para ter emprego real pela primeira vez, ele terá que ser... Professor, o que ele até então nunca foi!
A triste realidade é que um número cada vez maior de jovens cientistas abandonam essa carreira (inexistente) em busca de empregos de verdade fora da ciência, com salários de verdade e direitos trabalhistas, o que é para muitos a única maneira de conseguir sair da casa dos pais, formar uma família e ter vida independente. Ou seja: por não darmos condições de trabalho adequadas, estamos PERDENDO nossos cientistas, e ainda deixando de estimular as novas gerações a buscar a ciência.
Outros países já reconheceram o problema e agiram de acordo. Infelizmente, também nisso nós brasileiros não saberemos DAR o exemplo; mas ainda podemos aspirar a SEGUIR o bom exemplo de países como a Alemanha, a Holanda, Suécia, Estados Unidos e França. Nesses países, o jovem cientista recém-graduado que continua sua formação na pós-graduação é, antes de mais nada, EMPREGADO CONTRATADO pela instituição onde atua, com todos os direitos e deveres trabalhistas como qualquer outro trabalhador. Pagam impostos, contribuem para a aposentadoria, têm jornada de trabalho regulamentada, direito a férias e licença maternidade assegurados por lei - e não à mercê das vontades de um orientador todo-poderoso, que pode ou não ser um patrão justo e correto.
Aqui eu quero deixar claro o que eu NÃO estou dizendo ou pedindo. Não estou dizendo que nossos jovens cientistas devam passar a ser funcionários públicos assim que se formam. E não estou argumentando pela "profissionalização da pós-graduação", ao contrário do que alguns alegam.
O que estou fazendo é ALERTAR os senhores para a necessidade de reconhecer que o trabalho de nossos jovens cientistas é trabalho de fato, e REGULAMENTAR esse trabalho como tal.
Na prática, isso significa que, para continuar atuando como cientista, independentemente de cursar ou não a pós-graduação, o jovem cientista terá que ter um CONTRATO de TRABALHO, com todos seus direitos e deveres trabalhistas regulamentados. Exatamente como um jovem engenheiro, administrador, jornalista, ou empregada doméstica.
É claro que será necessário um período de transição para implementar mudanças para que nossos cientistas tenham direitos trabalhistas, já que eles não podem nem devem ser contratados sem concurso pelas universidades onde atuam. Mas os mecanismos já existem para que essas mudanças sejam facilmente implementadas, e aqui eu faço, sim, uma sugestão pessoal: é possível, por exemplo, fazer contratações por fundações e institutos já existentes associados às universidades, que poderiam receber dos governos federal e estaduais, que financiam quase que inteiramente a pesquisa científica no brasil, os valores que hoje são pagos como bolsas, sem contrato de trabalho, vínculo empregatício ou direitos trabalhistas. Com a obrigatoriedade de contratação virá naturalmente a possibilidade de oferecer salários com valores competitivos, e não valores de bolsas engessados pelo governo. Surgirá também a agilidade e flexibilidade de contratação, hoje inexistentes, mas tão essenciais para o bom andamento da ciência.
De novo: não represento ninguém, mas não preciso representar ninguém para dizer o que vim lhes dizer. Tenho aqui comigo 17.125 assinaturas eletrônicas de jovens cientistas ou aspirantes a cientistas brasileiros que pedem que sua profissão seja regulamentada para que eles possam ter seus direitos e deveres trabalhistas garantidos como QUALQUER outro trabalhador brasileiro tem.
Em uma pesquisa que fiz dois meses atrás com mais de oito mil jovens cientistas brasileiros, mais de 90% se disseram favoráveis à regulamentação. Como sempre, algumas pessoas são contrárias, por razões diversas - e um dos argumentos que mais ouço é que "isso precisa ser mais discutido". Mas, como lhes expus, algumas coisas são FATOS, que não dependem de discussão nem de apoio de ninguém. Fato é que nossos jovens cientistas trabalham duro e produzem a maior parte do conhecimento científico do país - mas não têm o seu trabalho reconhecido como trabalho.
É fundamental para a soberania de uma nação que ela valorize a produção de conhecimento científico, e isso começa por valorizar seus cientistas. Resolver fazer ciência no Brasil, hoje, é infelizmente uma PÉSSIMA decisão profissional, com pouquíssimas perspectivas. Imaginem quantos jovens nós poderemos atrair para a ciência quando ela se tornar uma alternativa profissional de fato viável e, mais ainda, de fato atraente e valorizada. Porque não é mais admissível que em pleno século XIX a ciência ainda seja feita no modelo do século 18, onde só faz ciência quem tem família rica o suficiente, com condições de se sustentar financeiramente ou viver na casa dos pais sem precisar depender do seu trabalho. Os países desenvolvidos já aprenderam que é preciso reconhecer e valorizar o trabalho de seus cientistas, e isso começa por chamar de trabalho aquilo que É trabalho. Contamos com os senhores para fazer do nosso Brasil um país que se ORGULHA de seus cientistas e que lhes dá e  reconhece o devido valor do seu trabalho.

domingo, 11 de setembro de 2016

Declaração Universal dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Resolução aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas em 09/12/1975

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A Assembléia Geral Consciente da promessa feita pelos Estados Membros na Carta das Nações Unidas no sentido de desenvolver ação conjunta e separada, em cooperação com a Organização, para promover padrões mais altos de vida, pleno emprego e condições de desenvolvimento e progresso econômico e social, 

- Reafirmando, sua fé nos direitos humanos, nas liberdades fundamentais e nos princípios de paz, de dignidade e valor da pessoa humana e de justiça social proclamada na carta, 

- Recordando os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dos Acordos Internacionais dos Direitos Humanos, da Declaração dos Direitos da Criança e da Declaração dos Direitos das Pessoas Mentalmente Retardadas, bem como os padrões já estabelecidos para o progresso social nas constituições, convenções, recomendações e resoluções da Organização Internacional do Trabalho, da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas, do Fundo da Criança das Nações Unidas e outras organizações afins. Lembrando também a resolução 1921 (LVIII) de 6 de maio de 1975, do Conselho Econômico e Social, sobre prevenção da deficiência e reabilitação de pessoas deficientes, 

- Enfatizando que a Declaração sobre o Desenvolvimento e Progresso Social proclamou a necessidade de proteger os direitos e assegurar o bem-estar e reabilitação daqueles que estão em desvantagem física ou mental, Tendo em vista a necessidade de prevenir deficiências físicas e mentais e de prestar assistência às pessoas deficientes para que elas possam desenvolver suas habilidades nos mais variados campos de atividades e para promover portanto quanto possível, sua integração na vida normal, 

- Consciente de que determinados países, em seus atual estágio de desenvolvimento, podem, desenvolver apenas limitados esforços para este fim,

- PROCLAMA esta Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes e apela à ação nacional e internacional para assegurar que ela seja utilizada como base comum de referência para a proteção destes direitos: 

1 - O termo "pessoas deficientes" refere-se a qualquer pessoa incapaz de assegurar por si mesma, total ou parcialmente, as necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência, congênita ou não, em suas capacidades físicas ou mentais. 

2 - As pessoas deficientes gozarão de todos os diretos estabelecidos a seguir nesta Declaração. Estes direitos serão garantidos a todas as pessoas deficientes sem nenhuma exceção e sem qualquer distinção ou discriminação com base em raça, cor, sexo, língua, religião, opiniões políticas ou outras, origem social ou nacional, estado de saúde, nascimento ou qualquer outra situação que diga respeito ao próprio deficiente ou a sua família. 

3 - As pessoas deficientes têm o direito inerente de respeito por sua dignidade humana. As pessoas deficientes, qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas deficiências, têm os mesmos direitos fundamentais que seus concidadãos da mesma idade, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar de uma vida decente, tão normal e plena quanto possível. 

4 - As pessoas deficientes têm os mesmos direitos civis e políticos que outros seres humanos:o parágrafo 7 da Declaração dos Direitos das Pessoas Mentalmente Retardadas (*) aplica-se a qualquer possível limitação ou supressão destes direitos para as pessoas mentalmente deficientes. 

5 - As pessoas deficientes têm direito a medidas que visem capacitá-las a tornarem-se tão autoconfiantes quanto possível. 

6 - As pessoas deficientes têm direito a tratamento médico, psicológico e funcional, incluindo-se aí aparelhos protéticos e ortóticos, à reabilitação médica e social, educação, treinamento vocacional e reabilitação, assistência, aconselhamento, serviços de colocação e outros serviços que lhes possibilitem o máximo desenvolvimento de sua capacidade e habilidades e que acelerem o processo de sua integração social. 

7 - As pessoas deficientes têm direito à segurança econômica e social e a um nível de vida decente e, de acordo com suas capacidades, a obter e manter um emprego ou desenvolver atividades úteis, produtivas e remuneradas e a participar dos sindicatos. 

8 - As pessoas deficientes têm direito de ter suas necessidade especiais levadas em consideração em todos os estágios de planejamento econômico e social. 

9 - As pessoas deficientes têm direito de viver com suas famílias ou com pais adotivos e de participar de todas as atividades sociais, criativas e recreativas. Nenhuma pessoa deficiente será submetida, em sua residência, a tratamento diferencial, além daquele requerido por sua condição ou necessidade de recuperação. Se a permanência de uma pessoa deficiente em um estabelecimento especializado for indispensável, o ambiente e as condições de vida nesse lugar devem ser, tanto quanto possível, próximos da vida normal de pessoas de sua idade. 

10 - As pessoas deficientes deverão ser protegidas contra toda exploração, todos os regulamentos e tratamentos de natureza discriminatória, abusiva ou degradante. 

11 - As pessoas deficientes deverão poder valer-se de assistência legal qualificada quando tal assistência for indispensável para a proteção de suas pessoas e propriedades. Se forem instituídas medidas judiciais contra elas, o procedimento legal aplicado deverá levar em consideração sua condição física e mental. 

12 - As organizações de pessoas deficientes poderão ser consultadas com proveito em todos os assuntos referentes aos direitos de pessoas deficientes. 

13 - As pessoas deficientes, suas famílias e comunidades deverão ser plenamente informadas por todos os meios apropriados, sobre os direitos contidos nesta Declaração. Resolução adotada pela Assembléia Geral da Nações Unidas 9 de dezembro de 1975 Comitê Social Humanitário e Cultural. 

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(*) O parágrafo 7 da Declaração dos Direitos das Pessoas Mentalmente Retardadas estabelece: "Sempre que pessoas mentalmente retardadas forem incapazes devido à gravidade de sua deficiência de exercer todos os seus direitos de um modo significativo ou que se torne necessário restringir ou denegar alguns ou todos estes direitos, o procedimento usado para tal restrição ou denegação de direitos deve conter salvaguardas legais adequadas contra qualquer forma de abuso. Este procedimento deve ser baseado em uma avaliação da capacidade social da pessoa mentalmente retardada, por parte de especialistas e deve ser submetido à revisão periódicas e ao direito de apelo a autoridades superiores". 

 

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