sábado, 30 de julho de 2011

O credo de Thomas Paine








No início da primeira parte de The Age of Reason, Paine expõe seu credo pessoal: 
Creio na igualdade do homem; e creio que os deveres religiosos consistem em fazer a justiça, amar a misericórdia e esforçar-se por fazer feliz o nosso próximo.
Creio em um Deus, e nada mais; e espero alegria após esta vida.                                  

No entanto, a fim de que não se suponha que eu creia em muitas outras coisas além destas, eu devo, no correr desta obra, declarar as coisas nas quais eu não creio e minhas razões para não fazê-lo.                     

Eu não creio no credo professado pela Igreja Judaica, pela Igreja Romana, pela Igreja Grega, pela Igreja Turca, pela Igreja Protestante, nem por qualquer outra igreja que eu conheça. Minha própria mente é minha própria igreja.

Todas as instituições eclesiásticas nacionais, sejam judaicas, cristãs ou turcas, aparentam-me ser nada mais que invenções humanas, estabelecidas para aterrorizar e escravizar toda humanidade, além de monopolizar o poder e o lucro.

Não pretendo condenar, por meio desta declaração, aqueles que crêem de outra forma. Eles têm o mesmo direito às suas crenças assim como eu tenho às minhas. Mas é necessário à felicidade do homem que ele seja mentalmente fiel a si mesmo. Infidelidade não consiste em crer ou deixar de crer. Ela consiste em professar crer algo em que não se crê.                                                                                                                        
O credo de Paine condensa muitos dos temas principais do restante de seu texto: uma crença firme num Deus criador, um ceticismo no que tange às alegações sobrenaturais (neste caso, a vida após a morte; mais adiante, no texto, os milagres), a convicção de que as virtudes deveriam originar-se mais da consideração pelos outros do que por si mesmo, um ânimo contra as instituições religiosas corruptas, e uma ênfase no direito individual de consciência.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Deuses ou manifestações do ego humano?

"A opinião pessoal deste artigo não reflete a opinião  de todos os integrantes deste blog e outros colaboradores da União Brasileira dos Deístas". 







Texto: Robson Nobre


Há correntes do deísmo que acreditam na revelação de Deus a todos os povos através das muitíssimas religiões que a humanidade já viu, seja no oriente ou no ocidente. Entretanto nesse ponto sinto em discordar dos meus camaradas. Não acredito que Deus tenha se revelado ao homem, e sim lhe ajudado a ser o que é hoje, o homem se fez e como tal ainda está a se fazer enquanto ser atuante da realidade,  Deus é algo insondável e talvez só a ciência chegue a Ele, e ainda assim vai demorar, a sua intervenção na humanidade é nula. Daí, a grande questão o que são os muitos deuses humanos que a humanidade construiu?

     Seja no politeísmo ou no monoteísmo, os deuses humanos mudaram muito, sempre se adequando a culturas e povos, os judeus criaram um deus nacionalista o que até hoje os instiga a massacrar outros povos em nome de uma terra que Jeová lhes deu, os indianos adequaram os deuses as castas que até hoje faz da Índia um antro de miséria humana, a china criou uma religião que dá vazão ao todo aquele autoritarismo “imperial”, os cultos africanos que a África nos deu e os gregos e romanos criaram deuses com sentimentos humanos que demonstram claramente como os deuses são “à imagem e semelhança dos homens.”

     Esses pequenos exemplos que demonstrei demonstram o quanto minha ideia é palpável, porém há um caso que me intriga e também me preocupa são o caso das religiões universais, aqueles que juram deter a “VERDADE ABSOLUTA” cristianismo e islamismo, essas duas religiões abraamicas muito forte em suas regiões e extremamente expansiva acreditam em um Deus absoluto que intervêm na humanidade, e apesar da laicização do mundo cristão em conseqüência de inúmeros fatores, ambas são opressoras a liberdade e emancipação humana, e mesmo o cristianismo tendo a mensagem do nazareno que, aliás, é muito respeitada pelos islâmicos, ambas adequaram seu deus, todo poderoso ao seu mundo.

    Enquanto que o cristianismo foi romanizado, e alguns acreditam que seus textos foram lesados para se adequar ao império romano, o Islam também sofreu influência por onde passaram o que demonstra as muitas faces do deus unitário que os o velho Abrão nos legou sempre caracterizando deus a imagem e semelhança dos povos por onde passaram, os protestantes adequaram deus ao sistema econômico assim como os católicos com mercantilismo e o escravismo, entre outros casos.

      Diante do atual moralismo cristão no Brasil percebo quanto é contraditório a religião cristã por um lado vemo-la defender a propriedade privada e o capitalismo, fatores que tem nos desumanizado, e por outro ela defende a família e atacam homossexuais, contrariando a liberdade, laicidade e o amor (sociabilidade), que dizem tanto defender, diante disso vejo o quanto deus tem servido aos homens e seus interesses mais mesquinhos dizem adorar a deus, mas deus os serve mantendo as velhas elites parasitária religiosa e o domínio sob os homens simples de fé, acredito sim em Deus, dane-se o que você pensa, mas não em um deus interventor ou um deus que orando ele vai solucionar meus problemas, creio em Deus como força imanente da vida que deu o ponta pé inicial para a grandiosidade da vida, se ele tem noção do que fez eu não sei, mas que fez, fez.
 

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