quarta-feira, 16 de março de 2011

Nós e os outros






Texto: Marcelo Wagner




Se existisse uma realidade que se impusesse a todos como verdade, talvez sim, seria possível discernirmos entre as coisas próprias e impróprias da vida. De onde viemos, o porquê de existirmos e para onde iremos, acredito não serem questionamentos que justifiquem ou fundamentem uma escolha. Se o fossem certamente seriam evidentes. O que se almeja é ser feliz. As religiões vendem a falsa noção de felicidade. Impõem regras, criam dogmas que passam a ser base da ilusória noção de evidente, levando-nos ao estoicismo.
E cada uma afirma ser a fiel guardiã da verdade revelada. Louvam o alcorão, os vedas, a bíblia, e a tora. Afinal, quais destes livros contem a fórmula mágica? E assim vive-se, sujeitando nossa capacidade de discernimento, conhecimento, e criatividade a fé. Que religião está certa? Isso não é evidente. Então será que é necessário? E quando falam de deus, quem nada sabe, torna-se doutor, teólogo, juiz, o grande intérprete da verdade revelada. Mas quem os da propriedade para afirmarem tal coisa? Muitos não têm propriedade para falar de si. Como levo a vida? Sorrindo, dando o melhor de mim, aderindo às escolhas que me fazem mais feliz. Eu gerencio minha vida.

2 comentários em “Nós e os outros”

  • 24 de março de 2011 16:26

    Gostei do comentario

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  • 29 de abril de 2013 12:26

    Não é uma questão de certo ou errado, não vejo malevolência na religiosidade das pessoas, muito pelo contrário. De certa forma a religiosidade é fundamental pra formação de caráter e ser humano, independentemente de qual religião seja. Religião está relacionada à cultura, costumes e tradições. O grande segredo é a interpretação, filtrar o que lhe seja conveniente e não porque a doutrina lhe impõe, existe uma certa razão na religiosidade, a filosofia deve ser compreendida e não imposta por regras e doutrinas, Dentro da filosofia não existe um mentor; líder, toda filosofia é passível de interpretação pessoal.

    Deve-se compreender a essência filosófica, o que muitas vezes não é um fato.

    Nós deístas devemos difundir o deísmo através da compreensão e não pela imposição, assim impondo estaremos nos emparelhando a religiões, afinal somos uma filosofia de livre pensamento, não somos?

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