quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Uma breve história do deísmo



Texto: Esceptico Racional

Tenho pesquisado sobre o Deismo amplamente, e conhecido usa historia, aquelas idéias vêm dum livro publicado no ano de 1696, quando Voltaire tinha 2 anos! O livro se chama “O Cristianismo não é misterioso” pelo John Toland. Nela argumentava que a Revelação não tinha lugar na religião. A Bíblia da mesma forma não tinha autoridade particular: trata-se de um trabalho humano compilado em muitos séculos e não provem de inspiração divina. As pessoas deveriam acreditar apenas no que pode ser racionalmente demonstrado. A crença em milagres, na Trinidade, etc, eram simplesmente superstições.

As idéias de Toland foram ainda mais desenvolvidas por Matthew Tindal, que publicou a obra “Cristianismo tão antigo quanto a criação” em 1730. Um outro representante foi John Locke provavelmente o filosofo mais importante da época. Na obra “Racionalidade do Cristianismo” de 1695 ele apresenta suas ideas e foi muito lido.

Deistas britânicos, como Toland e Tindal se consideravam cristãos reformistas, e na visão deles, estavam removendo do Cristianismo o absurdo e supersticioso acumulado ao longo dos séculos, por tanto completando a obra iniciada por Martinho Lutero. Por aquela época, se tinha um grupo crescente dentro da Igreja Presbiteriana que tentou aplicar as idéias do iluminismo ao Cristianismo. John Simpson, professor de divindade na Universidade de Glasgow, foi duramente criticado por ensinar idéias deistas sobre a Trindade e Jesus.

Mas na França, os deistas, eram muito mais hostis ao Cristianismo, apresentaram suas idéias como um alternativa ao Cristianismo, não como uma reforma dele. Um livro intitulado, “Dificuldades com a religião” publicado anonimamente em 1710, atacava o Cristianismo, em geral à Igreja Católica, como supersticiosa, contraria à razão e arrogante.

O deista francês mais eminente foi sem duvida, François Marie Arouet, normalmente conhecido como Voltaire, ele era considerado como um paladino defensor da razão, do pensamento de direita. Voltaire zombava classificando a igreja Católica, como uma organização para as ordens inferiores e ignorante, mas que dificilmente se sustentava se fosse alvo de um estudo objetivo. Voltaire era festejado pelos aristocratas a sua volta, reunia-se num circulo de outros racionalistas, os chamados filósofos.

Então, retrospectivamente, podemos dizer que de um ponto de vista religioso, o Iluminismo europeu representou um grande experimento: a tentativa de colocar o Cristianismo sobre um fundamento exclusivamente racional. Os argumentos dos deistas, e subsequentemente  dos ateístas, que rejeitavam mesmo o que os deistas defendiam, mostraram que esse experimento tinha fracassado. A questão sobre o que deveria substituí-lo seria um problema chave para o final do século XIX, na verdade, ainda permanece como uma questão atual.


 

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