quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um deísta no século XXI







Por Joseclei Nunes.
Edição: Thiago Henrique Gonçalves.

2010, século XXI.

  Nos dias de hoje, nossa sociedade vive uma tradição em que talvez certas questões não fossem postas à prova. Vivemos num mundo multidiversificado, onde as crenças são inclusas nesse aspecto. Dentro desse panorama, onde se enquadra o deísta?
   Desde o surgimento do iluminismo no século XVII, começamos a questionar coisas que naquela época era morte certa, com inquisição na Espanha, em Roma e em muitos lugares da Europa, passou a se questionar o que realmente é verdade dentro do que nos ensinaram a aceitar como a verdade.
   Passando por muitos anos e chegando ao século XXI, começamos a questionar se tudo que se prega pela tradição, é realmente verdade.
   Hoje o mundo é dividido em muitas crenças, muitas formas de se ver Deus, e muitas formas de se ver Jesus, Maomé, Buda, nisso observamos que muitas pessoas que seguem a esses seres “evoluídos”, fazem o oposto ou esquecendo a essência do que seus líderes idealizaram.
   E onde fica o deísmo nisso? Se olharmos e analisarmos o mundo hoje pela óptica deísta, notamos que, cada um de nós vai pensar de formas diferentes, pois o deísmo é isso, te proporciona certa liberdade de análise, em que e como você pode acreditar, mas como fica o deísmo em pleno século XXI?
   Hoje observamos formas de crenças e não crenças, como por exemplo, em países protestantes, onde agora são ateus, como em países católicos, onde tem que se dividir sua popularidade com os protestantes e islãs e com o crescimento da literatura ateísta.
  Em comparação à força e tamanho das religiões, e do ateísmo, o deísmo não tem forças suficientes para ser exposto e respeitado, bem quisto como filosofia e ideologia de vida, apesar de ícones da humanidade ter sido adeptos a tal filosofia e ideologia, tais como: Rousseau, Voltaire, John Locke, Thomas Paine, e Anthony Flew que a pouco expôs em seu livro Deus existe, que deixou de ser ateu para se “converter” ao deísmo.
   Mas o deísmo ainda tem a muito a oferecer. Com as guerras religiosas e as formas preconceituosas e ditatoriais de suas respectivas religiões, muitas pessoas acabam se afastando de suas crenças e acabam virando ateus ou agnósticos, e não deístas, mas porque não, porque é muito mais fácil você virar ateu ou agnóstico do que ser deísta, mas na verdade, muitas dessas pessoas acabam sendo deístas e por não conhecerem, viram ateus ou agnósticos.
  O deísmo te da à liberdade que muitas religiões teístas não dão, porque elas acreditam em livros que se dizem sagrados e te regra de o que é certo ou errado, mas se virmos no antigo testamento, Deus te da o livre-arbítrio para você escolher o seu próprio caminho, e é isso que o deísmo, em tese oferece, pois você continua crendo em um Deus da sua própria forma sem depender em ficar preso a um tipo de doutrina, pois invés de pregar o amor como seus profetas, se mata para ganhar mais membros e forças, pois você pode crer de sua forma, utilizando a razão e até mesmo seguir a esses “indivíduos de luz” da forma do seu entender.
  O deísmo é isso, mas para um dia poder conhecer, é pesquisando e usando sua própria razão, mas sempre em prol do bem e sem preconceito ao próximo. 
 

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